A morte se apaga e se cria.
Se completa e se transforma.
Abençoa-se e diz não à vida.
Uma forma simples de luz.
O anjo que nos percorre a alma,
Fortalece-nos em transição.
São transfigurações da alma.
Uma figuração da fragilidade.
Onipotência, desejo sem fim.
Vida ao infinito em um espaço sideral.
Uma vida que se esvai propõe a primeira gota da sabedoria.
O amor a si mesmo e a tudo que lhe é conveniente.
Egoísmo, primordial pensamento do Eu.
A presença em si já se faz necessário.
Morte e vida, um bem e um mal.
Somente resta escolher qual o posto de cada um.
Em um passo largo à eternidade deixo universalizada a morte.
Em um longo curso de anos deixo posta a vida.
Em cada pensamento deixo o mandamento da palavra.
Em cada ser deixo a escolha de ser vida e morte.
Rairy de Carvalho
2 de agosto de 2008
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