"Não julguem os seus pensamentos como libertos.
Por mais que queiram esta infâmia liberdade,
O seu pensamento quando pensa em libertação
Já se tornou prisioneiro em sua decadente alma.
Podemos julgar-nos livres,
Porém não compreendemos
Que a nossa essência nos condena;
Somos condenados como escravos da nossa própria vontade.
Saibamos discernir os sepulcros da nossa alma.
Assim obteremos a redenção dos pensamentos,
Os quais condenam-nos.
Pois já que não temos a tal idealizada liberdade,
Então que sejamos escravos do nosso pensar
E o libertar se fará pela ânsia pelo conhecimento.
Tudo se acabará com a aura importuna da razão.
Que morramos agarrados em nossas almas,
Pois se não conquistamos a nossa liberdade,
que aprisionemos aquilo que nos faz sonhar.
Pela veemência dos fatos a alma morrerá e sentirá o gosto que sentimos
Em tentar nos ludibriar com os ritos aos corpos libertos.
(Rairy de Carvalho)
29 de julho de 2008
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