Um tal de destino
No início lhes digo:
-tenho uma espada em terra de dragão.
Posso até não ser amigo do rei.
Admito, estou bem próximo.
Entrei por entre dias de alvoradas serenas.
Um passo após o outro, ali estava eu.
Numa terra donde nunca haveria uma criação
“A terra da misericórdia.”
Tentei em assaltos de sentimentos
Colher apenas a melancolia
Acabei, em tal tempo, por encontrar uma mulher.
Chama-se Desejo;
Tão ardente como o sol nos olhos de um nascido prematuramente.
Meu sonho era ser amigo do Rei.
Morar em seu castelo e desfrutar.
Um desfrute ao EGO, se é que me entendem.
O mesmo curso do rio
Não imaginava, eu, ser o curso da minha história.
Um largo canal.
Ms com um fim e um começo.
Pois até então tudo normal.
Afinal toda história começa assim:
“ - Uma idéia, uma fantasia e uma cadência de palavras.”
Agora após postulado um mundo de palavras
Apresento-vos o meu nome:
- Me chamo destino. Sou filho do vento, da luz e de tudo que se possa ter um nome.
Bom agora que nos aproximamos mais,
Continuo a minha saga.
- Onde parei? Ah sim, lembrei.
Em uma tarde de outono me emancipei em pensamentos.
Veio-me à cabeça uma idéia já conhecida,
Porém com adaptações.
Tal idéia me sucumbiu de uma maneira!
O ar do seu peso me deixou atônito e um tanto quanto perturbado.
A frase que me vinha à cabeça dizia:
- Penso, logo existo!
Quem disse tais palavras não foi o sol, nem a lua e nem eu.
Procurei em meus desastres e acasos
A força para entender o meu sentido.
- O porquê do meu nome? Que realeza eu teria por ter essa marca em minh’alma?
Parei com minhas indagações;
Levei adiante a força do meu oportuno nome.
Para quem não se lembra,
Meu nome é Destino!
Sou filho do vento, da luz e de tudo que se possa ter um nome.
Continuei a caminhar depois de um desfrute quase que real com aquela tal de Desejo.
Em tal mulher consegui compreender
Que para qualquer conquista e ambição que se tenha
É necessário haver luz.
“ Esse tal de Destino, nos coloca em poucas e boas!”
Parei por vários quartos de hora a imaginar:
“- O que seria obter a luz?!?! Como conquistar o meu ganho final?!?!
Com o meu dom de destino
Poderia conquistar a tudo e a todos.
Faria revelações sobre tudo e todos.
“ – Não, não. Não é isso que eu quero.”
Na verdade verdadeira, não queria ser amigo do Rei.
Eu quero ser o Rei!
Nada melhor à formulação de um plano do que colocar as idéias num papel.
Comecei a escrever o meu caminho até chegar onde queria.
Inclui várias falhas em meus planos,
Lugares onde nunca passaria, como por exemplo:
“Nunca iria pela terra da mentira, nunca chegaria perto do bosque da desigualdade e jamais beberia na fonte da falsidade.”
Criei, recriei, me desmontei, me coloquei em tempos diferentes, talvez até em ordem cronológica de um tal de alfabeto.
Enfim, cheguei! Tornei-me Rei no papel.
Sei formular idéias, sou amigo do Amor e irmão da Paz.
Com tudo o que me consome
É o tal de Destino que está em mim que me tira todas as forças.
Consegui chegar a tal mundo das idéias;
Essa tal de Luz já estava em mim...
Como não consegui ver?!?!
Enfadonho e duo pensamento.
Ao mesmo tempo em que tento me criar já o sou.
Meu nome mais uma vez é Destino!
Sou Rei, sou o começo, sou o fim!
Me sou por mim e por outros.
Fui condecorado, por uma tia chamada Imaginação, como Poeta.
Na asa de tal Destino lhes dou apoio para ancorarem Incertezas, Perguntas, Sonhos, Medos e a sua própria história.
Segure em minhas mãos, sou Poeta, sou Destino e no meu futuro um pouquinho
cada um.
O destino é universal! Entre em tal pensamento e apenas escute a Imaginação.
Rairy de Carvalho
31 de julho de 2008
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3 comentários:
Ô seu louco!!!
Poxa gostei do seu trabalho, exprime algo bem inusitado!!
Bom, eu o admiro desde tempos, e tenho a agradecê-lo por ter formado parte de minha personalidade...
Bjão...
Fico extremamente feliz em saber disso. Isso qeu tenho hoje também devo a você e a cada pessoa que faz parte dos momentos em que tenho inspiração. Mais uma vez agradeço!
Amei o conto! Parabéns pelo blog!
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